quinta-feira, 12 de novembro de 2015






Se eu realmente tivesse algo para dizer nesse instante eu diria:






terça-feira, 3 de novembro de 2015

Forma















Como não sentir a vontade de viver de outra forma se a forma que vivo também não me agrada?

Mas por que viver de outra forma se outras formas de se viver não me são adequadas?

Então de que forma viverei se viver de qualquer forma já me é também satisfatório?

Há algum motivo para se ter uma forma correta para se viver?

E, se há, por que viver assim?

São tantas formas que,

Viver por viver,

Seja da forma que for,

Não importa mais tanto assim

Não, não importa

não dessa forma.






domingo, 1 de novembro de 2015

Currículo

















Esse é o meu currículo e, diferente dos outros currículos, esse trata somente do meu Eu:

O que posso dizer de mim mesmo que valha alguma coisa no mercado dos sentimentos? ... hum

Eu sou muito gentil e extremamente educado, aprendi isso desde pequeno, na verdade, aderi isso ao meu estilo de vida. Gosto de ser assim. Tenho essa coisa "rústica" de abrir a porta para as pessoas, dar e pedir licença, puxar a cadeira para alguém sentar, ofereço ajuda para todo tipo de coisas e mesmo que não queiram eu acabo insistindo... sempre peço por favor, agradeço tudo que eu posso e, às vezes, até o que não precisa agradecer eu acabo agradecendo. Peço desculpas quando faço algo errado ou esbarro em alguém. Tento manter a educação acima de todas as coisas, pois gosto que sejam educados comigo. Faço questão. Eu não sou assim somente com quem eu gosto ou prezo, sou assim com todas as pessoas do dia a dia. 

Inventaram um tal de horóscopo e nele eu sou de câncer. Dizem que sou muito sentimental e afetuoso até demais. Não acredito em nada disso, mas tenho que admitir que sou realmente assim. Penso com o coração, sofro por ele e fico feliz quando meu coração está bem. Pode ser que esse seja o meu grande defeito e por isso eu esteja preenchendo esse currículo, mas eu acredito que sentimento é uma coisa natural do meu ser. Sofro muito por isso... sofro por fazer outros sofrerem, sofro porque me fazem sofrer, sofro... mas não me importo mais tanto assim... lendo isso que acabei de escrever eu sinto como se estivesse mentindo pra mim mesmo, mas o tempo me fez um pouco (um mínimo) mais resistente. Gosto das pessoas de uma forma geral e costumo me entregar para todos aqueles que sinto uma grande empatia, o que não me rende muitos bons frutos...

Ser sentimental demais é sempre confundido com fraqueza, mas fraco eu tenho certeza que não sou. Sou forte até demais, posso provar isso mostrando que ainda estou aqui para sofrer mais um "cadinho". Que coisa mais chata e sensível, não?! Pois é, esse sou eu! Também me acho chato, também enjoo de mim, mas não deixo de me dar razão sempre que possível. 

Detesto brigas, detesto discussões, mas não sei "deixar pra lá" quando quero defender a minha opinião. Se a coisa esquenta eu argumento o melhor possível, acrescento "eu entendi o seu lado", mas não deixo de enfatizar que eu penso de outra forma e que isso é apenas a porra da minha opinião. Muita gente não aceita o que eu falo, sinto ou penso... entendo essas pessoas, mas quero que me entendam também. Se começam a gritar comigo eu grito de volta, se me xingam eu xingo também, mas não sou de guardar mágoas... mas se me desrespeitam ou me ignoram, eu fico "pê da vida" e prefiro não falar mais com quem me fez isso...

Mas como sou puro sentimento eu acabo voltando atrás e tento consertar as coisas... agora, se eu tenho certeza (na minha certeza) que eu estou certo e que eu fui o prejudicado, uma tristeza profunda recai sobre mim e fico magoado por muito tempo. Evito quem me fez mal e faço de tudo para não ter contato com essa pessoa. As pessoas se magoam com facilidade e eu estou entre essas pessoas. Tento ser mais forte e me importar menos, mas se eu me entreguei, quero ser no mínimo valorizado... maldito ego.

Traduzindo um pouco e reduzindo esse meu currículo: eu sou um ser cheio de falhas e defeitos, assim como todos vocês, mas quero ser amado, como muitos de vocês. Quero poder demonstrar meus sentimentos sem me sentir acuado ou reprimido. Quero sorrir e me divertir, quero saber se estou agradando, se estou cativando, se estou prendendo o seu coração...

Mas cuidado... se eu fizer tudo isso e você não gostar, pode ser que eu acabe me enjoando da sua companhia e desistindo de estar com você... vivo intensamente... gosto de viver assim. Machuco-me com facilidade, mas não tem jeito, eu estou assim...

Mesmo com todas essas coisas, eu ainda acredito que eu tenho muito a acrescentar nessa empresa. E, espero sim, fazer parte dessa equipe.

Obrigado pela atenção



P.S. Sem a devida correção



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Ainda existo













Sei que ainda existo 
pelo simples fato de ainda existir

Sei o que eu faço
mesmo que não haja alguém para ouvir

Não importa-me o cansaço
hei de sempre continuar e prosseguir

Mas se nada adiantar, o que faço?
Não faço ideia, mas continuarei a sorrir

E este verso, de que serve?
Para nada além de provar o existir

Acham que me importo com seus atos
tolo aquele que acredita que sabe por onde ir

Mas não banque o esperto
viver é suar, sorrir, sangrar até exaurir






segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Madrugada, uma lembrança











Fria noite,
carrega-me em teus braços

Lembras do dia
em que vivia de teus laços?

Sábia vida,
ainda desgarrada que enlouquece

Sábio dia,
que frívolo e fugaz me entristece
 
Quero manhãs mais escuras
Quero chafurdar-me na loucura

Quando a manhã se apagar
e minha longa noite retornar

encontrarei motivos para elogiar
encontrarei motivos para regozijar 

voltarei ao meu lindo e belo plano
viver notívago, singrar o oceano

trato então de me contentar
basta, nada mais tenho a falar

suporto o dia com toda minha paciência
mas não esqueço a noite, tenho preferência

saudade de ti, minha amada madrugada fria...





domingo, 23 de agosto de 2015

Palavra forte











Se tudo que eu quisesse lhe dizer
coubesse dentro de uma única palavra, 
essa palavra deveria significar mais do que "amor", 
ser mais longa do que "eternidade" 
e durar mais tempo do que "pra sempre".




segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A vida como um raio











Tão rápido quanto um raio

é a vida passando 
 
em proporção 
 
diante de seus olhos


Quanto vale seu tempo?

mais ou menos 

do que um de seus
 
segundos restantes?
 
 
Não vacile
 
não feche seus olhos
 
piscar é a perda de dias
 
dormir então é sacrificar 
 
muitos dos seus anos...
 
 
 

 

domingo, 16 de agosto de 2015

Madrugando em madrugadas










as madrugadas são frias,
as madrugadas são quietas

madrugadas silenciosas
que sempre são discretas

sou um ser noturno
tirado do cotidiano

se antes via o princípio
agora vejo tudo terminando

rotina perigosa que arrebata,
atormenta em desespero

se antes era notívago
agora sou madrugueiro

vejo tudo ao contrário
contrário do que vivi
contrário do que gostava
oposto do que já senti 



abraço essa causa madrugando
abraço esse dia levantando


se acordado e alerta eu estava, 
vendo o dia chegar para dormir

hoje estou bem mais esperto,
levantando antes do dia surgir

cansado de lhe dar "boas vindas!", 
Madrugada!

agora lhe dou "boa sorte!"

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Belo Horizonte - 24 autores - Maza edições






Exemplar da biblioteca municipal (ainda bem que não é meu)





Vou acrescentar um subtítulo aqui: livro de chegados feito por e para chegados!

Como tudo na vida é sempre zoado, por que é que com esse livro ia ser diferente? Você acredita em mercado (panela) de escritores mineiros? Agora eu acredito! Vou explicar porquê, acompanhem! 

Antes, devo me desculpar pela demora em postar resenhas, não é que eu não estou lendo, estou é sem tempo para escrevê-las! Tenho sete livros (incluindo este) lidos e prontos para serem resenhados. Vou dar cabo disso antes que aumente o número e eu me perca nas informações anotadas.

Então, vamos lá. Para quem ainda não conhece o projeto do livro acima eu vou explicar, até porque eu também não conhecia, mas depois de lê-lo eu tenho minhas dúvidas se deveria tê-lo conhecido.

O projeto se chama: Livro de graça na praça. Consiste em um amontoado de escritores que se reúnem, juntam uma verba (acredito que pública), prensam muitos exemplares para serem distribuídos gratuitamente, e acontece uma vez ao ano numa praça previamente escolhida aqui em Belo Horizonte. Esse é o resumo do que é o projeto, feito por um leigo que não entende de projetos e está aqui para resenhar apenas como um leitor. Ah, e essa é uma edição comemorativa de dez anos do projeto!

Bem, vamos lá. Qual é a "treta" do livro? Vou explicar como eu acredito que tenha acontecido: O idealizador e organizador desse volume tirou um dia de folga e ligou para alguns amigos: "E aí, Manoel, tudo bem? Aqui, me arruma dois quilos de carne moída, filé, contra filé e linguiça. Passo aí as seis pra apanhar tudo, ok?! Ah, se quiser publicar algum dos seus contos é só me entregar junto com o pedido que eu falo que você ganhou um concurso que não foi publicado em lugar nenhum e que você mereceu estar nesse livro, beleza?"

Numa outra situação ele diz: "Professora, como vai a senhora, tudo bem? Estou reunindo contos para um livro do projeto, aquele que é distribuído de graça, lembra? Então, queria saber se a senhora tinha algum conto seu por aí precisando ser publicado, e como a senhora é uma grande erudita e... o quê? Não tem contos? Só textos teórico chatíssimos? Dá na mesma, professora, pode mandar que eu publico!"

Cara, que porre de livro! Mas antes que vocês me façam a pergunta eu respondo: sim, existe algo bom nesse livro (parece um milagre, mas foi obra do destino). Olha lá na capa do livro, tá escrito que são 24 autores, e destes apenas 3 ou 4 foram realmente bons o bastante. 

Vale a pena ler o livro? Na minha opinião (que eu canso de repetir, não vale quase nada), não! Na verdade, não leiam, por favor. Façam esse favor a vocês. Ou então, façam o que eu fiz, mas de forma mais segura. Peguem o livro na biblioteca, anotem o nome dos autores que eu vou indicar e leiam só esses.

Aí, só porque eu disse isso, vocês se sentirão tentados a ler todos os contos. Quando chegarem na tal professora, que eu acho que era um dos cinco primeiros, vão lembrar do meu conselho e vão acabar se arrependendo. 

"Mas, Pedro, seu tonto, por que é que você está resenhando esse livro então?" 

Por dois motivos: primeiro, alguns (quase nenhum) autores se salvam e valem a pena serem lidos (a culpa de estarem no meio de outros autores tão ruins não é deles); segundo, não podia deixar de falar mal de uma coisa tão armada como essa.

Vou fazer uma lista de coisas ridículas que estão nesse livro para elucidar melhor o que eu estou dizendo:


Coisas ridículas:

 
  • Dizem que os autores são mineiros, mas é uma patacoada, existem alguns que não são (e tenho quase certeza, nunca pisaram por aqui).
  • Tem um senhorzinho que é da Academia Mineira de Letras com uma das piores histórias já contadas. Ah, o sujeito nem mora em Belo Horizonte, e já faz muito tempo.
  • Parece que combinaram que alguns dos lugares famosos de BH deveriam ser citados em seus textos e uns autores levaram ao pé da letra e só falaram de lugares em BH, sem enredo nenhum.
  • Um dos sujeitos que não é daqui tentou mostrar uma rota pelas ruas de BH que se torna impossível, pois ruas paralelas separadas por dezenas de outras não fazem conexão entre si em hipótese alguma. A não ser que ele estivesse escrevendo uma ficção científica onde o personagem é sugado por um vórtex temporal e é arremessado noutra rua para chegar ao seu destino. (Ficou claro que o "autor" tentou usar o Google Maps para compor a sua história, trágico!)
  • Tem um sujeito (lembro que foi quem fez o primeiro conto) que escreveu sobre a vida da Dilma aqui no Estadual Central como se ela fosse uma grande rainha dos baixinhos, uma heroína que "nasceu com uma estrela na testa"! Sério, que bosta de "texto", porque é pura puxação de saco. Pura merda!
  • A pomposa e ilustríssima professora (daquelas com mestrado, doutorado e tudo) escreveu a pior (de todas mesmo, nem a Stephanie Meyer perde pra ela) "história" que eu já li na vida. Imagine um dicionário com uma tentativa de enredo, imaginou? Agora acrescente duas porções de arrogância mais alguns nomes de lugares da minha cidade e você terá um "conto" com absolutamente nenhum assunto.


Resumindo, tem tanta porcaria escrita nesse livro que eu fiquei empolgadíssimo, porque eu percebi que qualquer Zé Ruela pode publicar alguma coisa. Vou tentar falar sério, pois esse "livro" não pode ser levado à sério, porque tenho certeza que foi feito para publicar coisas dos "chegados" do organizador (que também escreveu um "conto" bem chinfrim).

É isso, não tenho mais nada...

Opa, já ia me esquecendo. O livro é tão ruim que eu já ia deixando passar os bons escritores que aqui estão. Vamos aos prós dessa coletânea que, se não fossem esses bravos, estaria morta por completo e em algum lugar esquecida.



Putz! Não é que tem prós?!?!:



  • Tem um tal de Frei Betto, já ouviu falar? Eu já, mas não tinha lido nada ainda, mas gostei da narrativa, da forma como ele trabalhou sua história. Muito bem escrito, por isso o texto dele pode ser realmente chamado de conto!

  • No último conto (que foi mais uma crônica), o autor Fernando Fabbrini mereceu a minha gratidão. Fabbrini escreveu um texto maravilhoso com uma ótima crítica ácida a esta cidade recheada de muito bom humor. O Fernando até explica que sempre é convidado para encerrar os livros do projeto com algum escrito seu e eu entendi porquê. Pois se não fosse ele divertindo e empolgando no final, nem o texto do Elvis (que eu vou falar em seguida) salvaria a obra.
 
  • E finalmente o melhor conto da coletânea, o mais bem escrito, o de melhor enredo, mais original e muito, mas muito divertido, intitulado "Elvis"! Caramba, que pegada. Foi o único texto que eu li sem pausas e com a curiosidade lá no alto. O autor Carlos de Campos criou uma história onde o "falecido" cantor estadunidense fingiu a morte e veio morar aqui na nossa capital. Teria o Rei morado em "Belzonte"?? Sério, dá seu jeito e leia esse conto. A trama é ótima e o final é melhor ainda. Recomendadíssimo!!! Obrigado, Carlos, você brilhou e ofuscou muita gente que nem merecia o status que têm!
 
  • Ah, tem mais um pró aqui: eu peguei o livro na biblioteca, porque se eu tivesse pagado por essa porcaria eu estaria muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito puto!

 Pra acabar com essa bagaça:



Como sempre, antes de escrever uma resenha eu dou uma pesquisada a mais para saber de alguns detalhes e, não é que eu encontrei esse livro gratuito sendo vendido na Estante Virtual por até 19 pratas??? Atenção, não se iludam, o livro é realmente gratuito e ainda vem com o selo de "venda proibida" e, mesmo que não viesse, cara!, acredite, não gaste nem um real nesse pseudo "livro"! 

A não ser que seu exemplar venha com um autógrafo do Carlos, aí você pode pagar 20 pratas no livro tranquilamente!



 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Preço de cinema!











Só eu acho isso ou todo mundo? Sim, cinema está cara para cara%&o! E como está! Até as salas de filmes cults estão absurdamente caras! Se você e do tipo que não acha extremamente caro ver um filme por 20 pratas então o seu lugar não é aqui!

Isso é o preço de uma sala pequena que exibe filmes fora do catálogo de Hollywood aqui em BH. Não tem mais do que cem assentos, nem ar condicionado, nem incríveis e potentes caixas sonoras. Os bancos não reclinam e as fileiras dos assentos não são íngremes o suficiente. Os funcionários não sorriem pra você, não te cumprimentam de volta também. O pão de queijo da lanchonete custa 5 pratas e os filmes da Marvel não passam lá!

Ei, esse é só o meu protesto, não estou afirmando que eu estou certo, mas eu baixaria o filme aqui em casa mesmo e toda grana que eu gastei lá eu poderia ter tomado ou comido muito aqui em casa, no conforto do lar. 

A única vantagem que eu vi nesse cinema é que o filme foi muito bom, e a companhia melhor ainda! Fora isso, nada a acrescentar. Se eu falasse: "gostei dessa cena" ou mexesse na pipoca (que custou 10 pratas) alguém olhava para trás desconfortavelmente. O som era bom, mas não tampava nenhum ruído, tive que ficar bem quietinho e só pude rir quando todos riam!

Ah, olha, se não fosse pelo passeio com a minha companheira eu não teria gostado, nem pelo filme ótimo (que logo eu resenharei, acredito eu, pois é realmente muito bom). Viver de prazeres voltados para cultura está cada vez pior. Eu acho um grande absurdo. 

Ninguém aqui fez as contas? Com vinte reais eu compro o filme original em promoção lá na Americanas, por quarenta pratas eu compro sem promoção nenhuma, por cinquenta reais (incluindo a pipoca e duas entradas) eu compraria o filme mais algum brinde qualquer, e poderia ver quantas vezes eu quisesse. Isso é só o que eu gastei num único filme!

Eu não acho que estou exagerando, não achei a minha grana no lixo, pô. Não sou pão duro nem nada disso, quem me conhece sabe que eu não sou assim, mas não acredito que tudo está sempre aumentando e o meu salário não. Não é justo o entretenimento escolhido (TV não é escolha) seja inviável para pessoas com baixo poder aquisitivo. Afinal, nesse preço, se eu quisesse sair todos os finais de semana com minha amada, no segundo final de semana eu já estaria decretando óbito monetário.

O que é que tem num cinema pra ele custar tanto? Hein? Se cem pessoas estiverem vendo aquele filme o valor arrecadado (considerando-se só inteiras) será de R$2.000,00 só numa sessão! Num dia eles ganham mais do que eu ganho num ano! Por$@!

Se todo mundo tivesse consciência da exploração financeira que fazem com a gente, poderíamos boicotar esse tipo de abuso, fazer as empresas pensarem melhor ou ajudar mais algumas delas a irem para o buraco caso não cedessem à pressão (prefiro que elas do que eu). Mas somos todos desunidos demais. Merecemos isso. Mas eu faço a minha parte. Havia alguns meses que eu não ia ver um filme no cinema, agora, ficarei mais alguns anos! 

Não sei se te contaram, mas eu posso baixar tudo de graça aqui em casa se for preciso! Valeu, cinemas!, vocês sabem como conseguir clientes! (E aprendam a sorrir pra quem está torrando grana com vocês, ao menos isso!)

Ah, detalhe: os livros que eu amo tanto, estão com os preços caindo (embora ainda muito caros), em alguns casos até pela metade. Eu posso sofrer com a crise, mas muita gente vai comigo, certo editoras?!

Não importa o governo, quem comanda o mercado são os consumidores. Parem de consumir e tudo cai, simples assim! Ah, se eu conseguisse parar de ler vocês iam ver...




domingo, 9 de agosto de 2015

Quanto vale o amor?












O amor não tem preço, 

o amor não tem tamanho,

mas o amor tem proporção,

mas o amor tem qualificação.


Amar é dar, mas é também receber,

é ter e não ter sem se importar em perder.

Amar é bom, muito bom, mas também é triste.

Quem ama sofre, mas quem não ama...
 
sofre também por não ter amado.



Quanto custa o amor?

O preço que você estiver disposto a pagar por ele!

 
Mas atenção, se não amar direito,

pode até sair muito caro!




Pressa demais











Tenho pressa,
pressa para tudo.

pressa de viver
pressa de correr
pressa de sair
e de chegar também

pressa não para
pressa não descansa
pressa não, pressa não!
mas pressa não larga

pressa pra quê?,
me pergunto
mas tenho tanta pressa
que nem ouvi minha resposta

pressa não presta!




terça-feira, 4 de agosto de 2015

Julgando o livro pela capa!










Sim, sim, meus queridos, tem muita gente que faz isso com corriqueira frequência! Não nego que já me atraí por diversas capas sedutoras e encantadoras; me chamando, me convidando, me tentando e... cof, cof, desculpem, empolguei-me!

Mas até que ponto isso é uma coisa boa para nós, os leitores?! Sim, esse sou eu com mais um texto reflexivo, pronto para dar um pequeno nó filosófico/moral/social de pouca significância na sua cabeça com as minhas indagações sem respostas!

No primeiro texto eu discuti sobre o bem de se ler ou não. Questionei se era válido ser um leitor ou simplesmente isso era mais um comportamento do que uma coisa realmente boa. (Minhas poucas, e muitas vezes desnecessárias, opiniões você encontra aqui: clique numa dessas palavras para ler o texto anterior!)

Agora vou discorrer sobre essa questão de capa! As editoras, como bem vocês podem estar percebendo, andam gastando uma fortuna em lindas capas, dos mais variados tamanhos, cores, formas, brilhos, relevos, bodegas e coisas do tipo. Sim, muita grana! (Folheei um exemplar hoje que, se não me engano, as primeiras dez folhas eram roxas e cheias de desenhos, mais nada)

Alguém vai dizer, "mas é lindo!" Não disse que não era, é sim, mas e aí? Cara, só essas dez folhas roxas no início, mais dez no final totalizando 40 páginas sem nada escrito, só enfeite, nada que acrescente na sua vida (e tem gente que fica babando por isso), exceto que o preço vai lá em cima por conta de cada pequeno detalhe!

Na minha inútil opinião o que deveria ser levado a sério é: integralidade do texto, excelente tradução e uma capa com orelha rígida suficiente para não se despedaçar! Pronto! Não precisa pôr desenho, não precisa pôr enfeite nenhum! Quero um livro sem "requintes"! Se quisesse enfeites e desenhos mandava pôr lacinhos numa HQ e comprava por um preço absurdo!

Não quero ser de todo contra, temos alguns prós: capas bonitas chamam a atenção de leitores (aqueles que precisam se encantar pela capa!), de novos leitores, do pessoal jovem que quer começar a se aventurar na leitura!

Entretanto, tem uma contra partida nisso: muita gente compra livro pra colecionar. Já fui assim em diversas épocas da vida, quando comprava muitos livros e lia pouco num ano qualquer. Mas o que eu ando vendo (vide youtubers de plantão) é uma leva enorme de gente que compra uma porrada de livros e fecha uma renca de parcerias e não lê quase nada! (é óbvio que existe exceções)

Um livro foi feito para ser lido, ao menos é o que eu sinto quando vejo um deles me encarando na estante e dizendo de forma suculenta: "Vai, Pedro, me compra, me leva pra casa, me leia, me devore, me..." Ok! Já deu pra entender!

O que você sente vendo as lindas capas dos novíssimos livros? Sejam sinceros! Eu sei que acende uma vontade louca de tê-los, mas são apenas livros como os outros, certo?!

Outra coisa que me aborrece é o "mais do mesmo"! Eu gosto de ver canais literários e ler coisas sobre livros, mas temos uma repetição trágica aqui, pois todos são parceiros das mesmas editoras e acabam recebendo os mesmos livros e mostram as mesmas coisas, principalmente com comentários do tipo: "essa capa é linda!", "gente, olha que capa linda!", "Olha que diagramação fantástica!" PURO SACO! Isso aí, na minha terra, se chama puxa-saquismo!!! Você ganhar um livro da editora não quer dizer que ela paga o seu sustento, não se vendam tão barato.

E olha que a grande maioria de parceiros não leem seus livros. Vi gente comentando que vai demorar "alguns meses para ler esse", e nem meses depois sai uma "resenha" (aí entra aquela outra questão: resenha não é resumo, galera! Pelos deuses, parem de resumir livros e falarem de suas capas. Eu quero saber da sua emoção ao ler o livro, sua sensação, seu parecer sobre a história, lembrem-se disso! Escrevi sobre esse assunto aqui: clique!).

Não me levem a mal (ou levem, é seu direito também), eu também amo capas, me encanto com elas e também quero todas elas, mas isso não pode ser o fim das coisas! O mais importante é ler, ou eu estou completamente equivocado e uma nova raça surgiu entre nós: os admiradores e colecionadores de livros! Pré-requisitos: amar capas e ter grana! Obs.: não precisa saber ler!

Não se prendam aos seus medos e receios, apenas façam o que quiserem. A vida é curta demais para se preocuparem se estão levando o livro só por causa da sua capa, mas tenho certeza que em algum momento você irá sentir que o conteúdo é sempre mais importante do que a sua simples aparência!



Leiamos todos, leiamos sempre! Abraços




segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Marasmo griposo









Estou viral, cheio de secreções

estou mal, cheio de opiniões

estou chato, desconto no marasmo do dia enfadonho

estou irritado, desconto nesse mundo tão tristonho

vejo tudo cinza, tudo em preto e branco, sem gosto

não sorrio com vontade, hoje não estou disposto

chato, sim, chato estou

eu só quero respirar e melhorar

seguir com a vida e sair do meu lugar

trovejar saúde, trovejar valentia

rir da cara do perigo

e não estar deitado a maior parte do dia



Eu rio da vida, a vida ri de mim, eu canto roucamente, eu sou assim



se faço estardalhaço, se faço pirraça, se choramingo carinho,

estou sendo manhoso, meloso, fraudulento, mesquinho

pois queria era estar bem e alegre, em suma:

sem doença, sem tosse, sem nada, sem porra nenhuma



quero apenas o ar respirar

eu e meu pulmão cheio de apenas oxigênio

não de coisas que eu escarro! 




sexta-feira, 31 de julho de 2015

Por que ler? + algumas outras teorias e explicações










Como explicar em poucas linhas um período de seca? Por que fiquei tanto tempo sem escrever (foram só quatro dias, mas pra mim isso é muito tempo)? Por que minha produção de textos caiu pela metade esse mês? Quantos anjos podem dançar na ponta de um lápis número 2?  Muitas perguntas...

Acho que explicar sem ter sido perguntado não faz sentido. Então vou simplesmente continuar, como se nada tivesse acontecido, porque eu sei o que rolou, não foi nada demais, mas nada que valha a pena ficar justificando.




Mas uma coisa surgiu nos meus pensamentos: por que afinal temos que ler?

Ler é cultura? Ler faz bem para sua saúde mental? Ler traz algum benefício? Ler é bom? Ler tem algum significado oculto? 

Tenho várias respostas para essas e muitas outras perguntas relacionadas, mas não confio no meu julgamento acerca desse assunto. Quero então lançar essa reflexão: por que diabos gostamos de ler, por quê?

Lembrando que essa é uma reflexão para apenas uma pequena parcela das pessoas desse país, pois a grande maioria não gosta realmente de ler. (E uma outra grande maioria sequer sabe que eu escrevi esse texto.)

Quem foi que inventou que ler é bom? Quem? De onde tiraram essa ideia? E você, gosta de ler? Por quê? Já pensaram que ler pode ser apenas mais uma coisa inventada, um ato social? 

Antes que me atirem pedras, vale lembrar que eu amo ler, isso faz parte da minha vida. Leio todos os dias com o maior prazer desse mundo. Fico angustiado se não leio. Tenho crise de tédio se pego um ônibus ou caminho para o trabalho sem ter um livro como apoio. Filas são um convite à leitura. Esperar por alguém?, ler é o melhor remédio! A meu ver, se eu não lesse eu seria muito mais triste e o mundo seria muito pior.

Mas aí entra a questão, porque isso vale só pra mim, vale só pra você que ama ler também, mas vale para todo mundo? Ler realmente é tão foda (perdoem-me o palavreado, mas foda-se) assim?

Eu vou afirmar que sim, xingar quem disser que não, mas isso não pode ser simplesmente verdade. Eu sou mais feliz do que alguém que não lê? Não posso dizer coisas desse tipo. Não são vias de regra. "Nada na verdade é o que parece ser", mas eu acho que é!

Por muito anos eu gastei saliva tentando explicar vantagens de se ler, convencer alguém que ainda tinha dúvidas, incentivar aqueles com preguiça de continuar um livro, dar apoio àqueles que desejavam ler mais, repudiar aqueles que não liam, entre tantas outras futilidades.

Mas olha aí, nada faz sentido. Eu acredito piamente que ler é bom para caralho e ponto, mas isso não justifica absolutamente nada. Acho que se eu tentar convencer alguém disso vou estar simplesmente fazendo o papel de um pregador religioso, impondo a minha verdade sobre a das outras pessoas e isso é uma baita de uma mentira. Hipocrisia. 

Confuso, né?! Por isso estou há alguns dias pensando. Ler chega a parecer um ato de gente esnobe. Uma declaração de intelectualidade banal. Uma exibição de poder cognitivo.

Pronto, peguei ódio e vou parar de ler! Mentira! Nunca faria isso, seria como arrancar os meus  próprios olhos. Só acho que se ler fosse tão legal assim, todo mundo já estaria lendo. Acho também que se jiló fosse tão bom, todos estariam comendo (eu como, sou todo ao contrário)! Não dá para ditar regras.

O assunto é finito, longo, cansativo, e extremamente dúbio. Espero que vocês tenham a paciência para refletirem e o carinho para deixarem a sua opinião logo abaixo.

Se você não gosta de ler e acha que isso é inútil, por favor, deixe o seu comentário também. (Provavelmente não haverá comentários de alguém que não gosta de ler, certo?! Mas vai que rola?!)

Só quero deixar o meu último parecer: eu leio, você não!!! (sim, é idiota, mas não deixa de ser vantagem, ao menos pra mim!) :)







domingo, 26 de julho de 2015

Chega de "estória"?










Que história é essa de matar toda estória?

Como assim?

Não existe mais estória...  absurdo!

Ah, sim, concordo!

Depois ou antes disso, acabaram também com as idéias!

Hein?

Idéia, não existe mais, agora só ideias desacentuadas!

Ah, tá, também concordo!

Agora lhe pergunto, até onde vão?

E eu é que sei?!

Pois deveria, você é o maldito português!

Ei, como assim "maldito"?!

Ah, foi mal, maldito para muitos, mas não para os que o amam, como eu!

Ah, melhor!

Mas é melhor parar por aqui antes que transformem mais em mas e vice-versa!

Já fazem isso... infelizmente...

Mas que as idéias eram melhores acentuadas isso era!

Verdade!

É, lamentável... mas continuo gostando de estórias, mesmo que elas tenha ficado na história!







sexta-feira, 24 de julho de 2015

Essa gente





Imagem by Guilherme Kramer





O mundo anda tão sem noção

que gente que não sabe nada

anda ensinando,

que gente que não entende nada

está pregando,

que gente que não aprende

quer falar que sabe,



Tem gente que vê uma única realidade

e mata por ela, ou mesmo, pior ainda,

leva todo mundo junto para matar com ela...



Cuidado!!!, tem gente que nem sabe

que não é gente...




quarta-feira, 22 de julho de 2015

Agradecimentos e acontecimentos










Aconteceu tanta coisa e tanta coisa deixou de acontecer que eu tive que correr atrás da vida (praxe) para ela não me esquecer para trás! Mas nesse ínterim, eu não posso deixar de dar o meu muito obrigado a todos que me ajudaram de alguma forma.

Tentar ser bem sucinto (só tentar mesmo):

Eu recebi meu PC de volta, arrumado, melhorado, graças ao meu bom (pra não dizer ótimo e lindo) amigo, Rafael Guedes! Cara, vc é foda! Valeu mesmo, ficou show! Vou poder ver minhas séries e filmes em alta qualidade e escrever sendo feliz!!!!

Escrever é uma vontade que nunca cessa, mas que eu tenho que dosar para não me afogar, não ser sufocado por ela... Afinal, tenho outras coisas a fazer. Embora ontem eu tenha chegado pela primeira vez a 500 views (foram umas trinta a mais) em toda minha "carreira" de "escritor". Obrigado a todos amigos e também aos que eu não conheço, mas que aos poucos vou conhecendo! Valeu por todos os comentários e leituras. Prometo responder todo mundo sempre!

Escrever me lembra ler e ler me lembra que eu ganhei um monte de livros do meu amigo Eduardo Caixeta, diz ele que é presente, mas foi tanto livro que eu acredito que ele tenha me dado presente pelos últimos vinte aniversários! E, adivinhem, a maioria eu vou sortear aqui no blog. Basta eu aprender a fazer isso! Ah, Eduardo, valeu, cara!!! Aproveitar pra contar que estamos montando um "clube" de leituras, logo falo mais sobre isso. Avisarei por aqui e nas redes sociais.

A banda finalmente foi reunida e está caminhando. Acredito que em mais um mês volte a rolar shows por aí. Valeu aos meus amigos e companheiros de banda, só nós sabemos como é divertido fazer um som juntos! Valeu Bruno e Johnny!
 
A crise financeira continua (quase sendo resolvida) e até o Dalton, meu outro grande amigo, ficou comovido e deixou de tomar umas biritas para poder pagar a internet pra mim para que ela não fosse cortada! Agora não para de me cobrar (ligou-me as duas da madrugada: "depositou o dinheiro ainda não, viado?!?!?"), aposto que tá precisando pra beber!!! Né?! rs De qualquer forma, sua grana está separada, velhão, você nunca me deixa na mão, não sou eu quem vai te deixar! Valeu a amizade!
 
Última notícia: eu estirei a minha panturrilha atravessando uma rua ontem, indo para academia treinar. Manquei os últimos 400 metros por 25 minutos, mas cheguei lá. Liguei para meu mestre e ele foi em meu socorro, apertou todos os pontos necessários (num tuiná frenético que doeu pra porra) para eu andar de novo e aqui estou eu, sentado a maior parte do tempo e mancando a outra parte! Não posso dizer que não funcionou, está bem melhor! Mas, Felipe, obrigado pelo socorro, pelo apoio e por toda força que me tem prestado. Sei que você acha que eu estou te ajudando muito, mas você não faz ideia do tanto que tem me ajudado também! Valeu!!!

Dei nome aos bois porque esses meus amigos são amigos de verdade e devem ser nomeados. E faltou falar de um amigo que, se não existisse, eu não seria eu! Guilherme, fomos colegas, somos parceiros de banda, compadres e amigos há muitos anos! Valeu todas as forças, velhão! Ter vivido todos esses anos sem nossas zoações não seria a mesma coisa! You are The guy!!!!

Aprendi a agradecer faz tempo, mas todo mundo sempre faz questão de me lembrar disso. Mas hoje, mesmo com a perna fodida e sem força para pisar direito, eu senti essa extrema necessidade de dizer: obrigado!




terça-feira, 21 de julho de 2015

Saudade de quem?









Saudade é palavra forte


saudade é coisa que vem de dentro

mas saudade é uma coisa estranha

pois representa a ausência

de alguém que não está.

como pode um sentimento

representar alguma coisa

que não se tem no momento???

AH!, saudade...





segunda-feira, 20 de julho de 2015

Desejos









Como não desejar
como não querer
se na mente só cabe
a vontade

Como não aceitar
como esquecer
se não me entrego
à vaidade

Como não me jogar
como vencer
essa louca vontade
de maldade

Como vou domar
como vou querer
essa lúgubre necessidade
de ter você






Querer será poder?!









Quero porque quero
só não quero quando
quero e espero

quero porque quis
porque me diz
porque quero ser feliz

não luto com o querer
só aceito o viver
de dizer e conceber

"querer é poder"
será? creio que
querer é saber esperar
para poder ter!




terça-feira, 14 de julho de 2015

Depois do inferno astral








Como o título sugere e o meu sumiço repentino confirma, meus dias não foram lá muito bons... espera, vou até tomar um café para explicar melhor...

Okay, enquanto desfruto do meu café novinho vou revelando o que se sucedeu comigo. Para quem ainda não sabe, sábado último, foi o meu aniversário, o último antes dos "enta". Sim, ano que vem eu serei mais velho que grande parte do mundo (exagero, só do meu mundo). Talvez eu tenha vergonha de falar, "ei, eu já tenho quarenta", mas só ano que vem então não me adiantarei nem me preocuparei com isso.

Meu aniversário começou bem, num belo dia, com bolo e muito amor da parte da minha amada. Sem direito a um almoço decente, com correria para chegar no pior (bota pior nisso) evento (muito mal organizado) nerd da história. O melhor do passeio foi a companhia do meu sempre amigo Guilherme que, vez ou outra, deixa um belo comentário aqui no blog. (Obrigado amigo, sempre! E valeu pela capa do Kindle!!)

Voltei para casa já na escuridão da noite que começava, cheguei cansado, recebi a inestimável visita da minha irmã mais velha e do meu cunhado, e comemos e proseamos. Mas também foi só. Fim do dia, fim do aniversário e fim das felicitações (que foram as menores que eu já recebi na vida). 

Sem reclamações, a vida é assim. Não curto meu aniversário e ele curte comigo, normal. Fiquei na paz, lendo e vendo o tempo passar (porque nem série eu posso baixar aqui nesse PC, meu torrent não funciona mais. E meu YouTube só roda a 144).

E por falar em PC... o meu antigo (e esmurrado) companheiro continua sendo atendido pelo meu grande amigo Rafael que amavelmente (eu implorei. rs) cedeu parte do seu tempo para remontá-lo num novo gabinete (Muito obrigado, cara, não sei o que seria de mim sem o seu apoio). Enquanto isso eu vou rastejando com essa joça aqui, o que acaba se tornando mais um motivo para eu não estar sendo periódico nos meus posts.

Sem mais delongas. Os anos estão correndo e eu estou perdendo essa corrida que nunca cessa. Mas não vou ficar para trás. Darei meu jeito de ganhar o meu pão e de comê-lo. Conto com a alegria de todos que me deram os parabéns, e dos que estão sempre lendo esse monte de bobagens (nem tudo) que escrevo. Estou devendo três resenhas de livros que já li (fora as séries e filmes que já assisti) e de mais quatro livros que estou terminando de ler (mentira, alguns ainda estou no começo). Mas vou postando aos poucos, sem pressa.

Obrigado aos amigos, alunos e colegas e também aos desconhecidos pelas felicitações. Meu inferno astral terminou, mas a vida (que a meu ver é muito pior do que o inferno astral, mas que tem lá suas alegrias) continua. (Ei, sem pessimismo, só estou me zoando para variar. Eu realmente não me importo com as porradas que tomo na vida, eu sou como o Rocky, eu só penso em levantar para tomar mais porrada!)

Ósculos e amplexos.



quinta-feira, 9 de julho de 2015

Comédia da minha vida privada








Comédia é rir
de tudo aquilo
que poderia 
te fazer chorar

mas que você
bravamente zoou
antes que as lágrimas
transladassem pelo rosto



OBS.: ria da vida antes que ela ria de você!




quarta-feira, 8 de julho de 2015

Em meio ao Caos










Tudo muito rápido
tudo muito incerto

Não, não vejo o tempo
Nem o tempo me observa

Chego e saio num piscar
volto e vou sem olhar

Deparo-me com uma missão
deixar grafado meu verso

Não posso aceitar que há de acabar
então entrego-me a digitar (ou seja: escrever)

sem obedecer o fim do dia
que me manda apagar 
desfalecer e hibernar 
sem teclar
sem ler
sem tocar
sem comer
sem tratar
sem falar
sem ouvir
sem ver
sem amar

o que ele quer de mim eu não dou
não desisto e sou perseverante

não me entrego
não arredo o pé
não me dou por vencido
e mesmo ferido (para não dizer a outra palavra com "F")
mantenho o foco
a disciplina

estou exausto, irritado

chateado e nervoso

mas dançar nas teclas
me acalma, relaxa

e, em alguns toques,

e uma breve correção

findei o meu escrito

mesmo vivendo

em meio ao Caos...


... chupa!!!





terça-feira, 7 de julho de 2015

Fúria descontrolada




Meu bizarro desenho, uma espécie de ave que eu chamei de guardiã dos (meus) pesadelos!




Minha semana retrasada foi de muita correria marcial! Muito agitada e aflita. Uma bela apresentação, mas um grande esforço...

Minha semana passada foi de recuperação do desespero da semana anterior. Muita labuta e cobrança exacerbada do meu corpo fizeram com que minha saúde desse uma boa decaída. Culminou num final de semana escasso em tempo e de mais agitação para tirar as músicas do primeiro ensaio de mais uma nova banda. 

Foto nada nítida da destruição que causei.
Deu tempo? Sim, quase. Mas aí eu chego nos finalmentes a respeito do título desse texto. O que tem a ver? Na minha ânsia de tirar o repertório todo, faltando apenas uma hora para sair de casa, eu, num ato de ódio extremo, esmurro meu gabinete e este vem a falecer. Sim, eu matei o meu PC. Depois de quatro travadas consecutivas ele matou meu bom senso e eu o matei!

Mas como então você está postando aqui no blog? Com o PC antigo. Um que me faz testar ainda mais a paciência, pois este é extremamente lento...

Mas então você não vai parar de postar? Talvez sim, talvez não. Eu preciso de um tempo para pensar no que vou fazer. Mas estou correndo atrás do prejuízo que eu mesmo me causei. Estou procurando um PC mais moderninho para conseguir empregar todo meu potencial (na verdade o potencial dele). Mas vou dando um jeito com esse por enquanto (falta de tempo: $$$). 

Os vídeos (séries e filmes) vão ficar meio decaídos, pois eu não tenho como vê-los nessa máquina à vapor.  Mas as resenhas vão continuar e agora, com esse novo problema que me causei, vou ter mais tempo para compor a minha própria história. Mais contos, cotidiano e versos pra todo mundo (ou ninguém, nunca se sabe quem está lendo ou não!)

Vamos lá, dar a volta por cima e ver o mundo rodar!



segunda-feira, 6 de julho de 2015

Sobre a mulher












Usas habilmente
todos os contornos
de tua circularidade

Inebria, seduz
entorpece, enrijece
provoca a insanidade





terça-feira, 30 de junho de 2015

Viciado em cheiro de livro








O que é que tens de tão especial?
Se és velho eu te cheiro,
Se és novo também, 
até demais.

O que é que tens de tão anormal?
Te cheiro o tempo inteiro,
Letra, palavra, ponto,
o teu cheiro.

Se cheirar livros não fosse vício
Eu não me pegava fungando-os

Se não entendes meu vício, explico-te:
Cheirar livro é um complemento
um adendo, um bônus
de quem ama ler!




Sobre o nada!








Passeando pelos meus escritos eis que eu encontro esse. Uma boa divagada sobre o ser e o não ser. Psicodelia a parte, este texto tem uma grande e constante reflexão. Se não gosta de refletir ou mesmo pensar, é melhor voltar para seu local de origem, o nada. Mas se ainda tem saco para ler algo que eu escrevo, sejam bem vindos ao: nada!




Sobre o nada! 

 

Pensei muito sobre o que escrever hoje. Meu intento é começar este mês arrasando em número de postagens. Pretendo postar, almejo, ao menos um texto por dia. Um total de trinta neste mês. (Eu e minhas metas!) Bem da verdade, eu escrevo todo dia, mas não são todos os dias que eu completo algo útil. E foi assim que eu comecei o meu texto de hoje: divagando. Pensei em escrever algo que me aliviasse do estresse, coisas que eu odeio por exemplo... mas não quero voltar à velha lista (tem muita coisa nessa). Coisas ruins? Nããão! Sabem que eu não gosto de coisas ruins. Deixa eu ver... hum... já que não quero falar de coisas ruins, que tal coisas boas? Hum... também não, não estou inspirado. Nem tão pouco as coisas que amo. Seria um discurso longo e eu estou devendo um texto sobre o amor.

Bom, foi pensando nestes assuntos que eu descobri sobre o que irei falar hoje, e o assunto escolhido foi: nada! Isso mesmo. O nada é algo que devemos dar mais atenção. Quantas e quantas pessoas, que eu conheço, que estão repletas de nada!? É quase que uma epidemia. Mas não culpemos os seres deste mundo (nem de outros), a culpa não é de ninguém senão de nada, nem coisa nenhuma! Assim como nossos pecados, o nada é amplo, complexo e nunca quer deixar de existir. Sendo desta forma, e de outra não podendo ser, ele está entre nós, e por que não dizer: em nós!

Olho a minha volta e, por mais que eu veja algo, sempre hei de ver o nada. Como posso deixá-lo passar despercebidamente, se, não restando mais dúvidas, ele está ali? Analisemos então o nada. O que ele é? Começaria dizendo: coisa nenhuma. Seria redundante de minha parte. Então pensei em uma outra concepção: o nada é tudo aquilo que não se pode ver. Mas mesmo assim há um problema; embora não se possa vê-lo, sabe-se de sua presença. As coisas vão se intensificando e o que penso agora é: o nada, embora invisível, é tudo aquilo que não deixa dúvidas de que, ali, onde não existe coisa alguma, há o total de sua magnificência. Mesmo onde existam todas as coisas, ele está ali.

Convenhamos: refletir sobre o nada te leva a lugar algum. Acontece que, viver sem pensar no nada é como negar a existência de tudo aquilo que nunca existiu. Você vê, fala, ouve, sente, embora tudo isso, não passe de coisa alguma. Volto à velha frase: o que vivemos existe? Se não existe, ou mesmo se realmente existe, o mais importante é que, o nada, está lá. É descabido falar de nada quando, uma vez que pareça não ser nada, na verdade ele é quase que tudo. E nisso eu digo: tudo engloba o nada; e o nada é tudo. Ou seja, quando alguém diz: “eu tenho tudo”; na verdade o que está querendo dizer é: “não tenho nada nem coisa nenhuma”.

Tenho muita coisa a pensar e refletir sobre o nada, mas mesmo assim, não quero escrever mais nada. O assunto é extenso como a vastidão do infinito e, isso me fez lembrar que, o que é o infinito senão absolutamente nada?! Vagueio entre as palavras para descrever a forma do que nunca vi e sempre soube que estava ali. Perda de tempo? Loucura? Eu diria: nada disso! 



Publicado originalmente no dia 2 de setembro de 2010, quinta-feira.



 

O amor é um cão dos diabos - Charles Bukowski - Editora LP&M Pocket




Cara, que foto linda!


O Mito:



Meu exemplar estropiado!
Como não falar bem de um livro que eu li, reli e lerei novamente daqui há três anos?! Pois é, Bukowski é foda (elogiando no linguajar padrão do próprio autor)! Quem não sabe disso? (por favor, não diga: "eu!")

Mas vamos lá. Falar de Bukowski é falar de coisa boa no pior sentido da palavra! Calma, eu explico. O velho Buk é considerado o último dos escritores "malditos" entre os norte-americanos (embora ele tenha nascido na Alemanha, viveu a vida toda lá nos EUA).

Eu preciso contextualizá-los primeiro. Charles é um cara foda e único. Seu estilo é muito diferente de qualquer coisa que eu já tenha lido. Se você nunca leu poesia, vai achar o estilo desse autor estranho, mas acredito que se sentirá mais confortável do que quem é acostumado com versos. Por outro lado, se você já é acostumado com poesia, perceberá nuances ocultas entre seus escritos que olhos destreinados não perceberão.

Vale citar que o autor escreveu mais poesias do que qualquer outra coisa, mas que também publicou contos e alguns romances. Precisamos também levar em conta que a grande maioria de seus escritos são autobiográficos. E a última ressalva é que seus versos são basicamente em prosa, sim, são como relatos versificados!

O quê é que vou encontrar aqui?:

 
Minha pequena coleção do Buk!
Mas vamos deixar para falar do mestre no final da resenha, pois o mais importante é a sua obra. Nesse livro está uma coletânea de seus poemas, entre 1974 e 1977. Temos algumas fases distintas entre esses poemas e eles estão divididos dessa forma: "mais uma criatura atordoada pelo amor", "eu, e aquela velha: aflição", "Scarlet" e "melodias populares no que restou de sua mente".

Vou resumir exatamente o que você vai encontrar aqui nesse livro: sexo, álcool, jogatina, escatologia, palavrões, muita putaria, mais putaria, mais palavrões, risadas, muitas gargalhadas, muito sentimento e também muita dor. Basicamente é isso, mas é muito mais do que tudo isso.

Bukowski, acima de escritor é também uma pessoa, alguém que comete milhares de erros, que sofre por amor, que sofre pela idade, pelos vícios, pela solidão. Ele era um homem sozinho e bastante amargurado, mas que tratou de sua dor escrevendo e vivendo da melhor forma que conseguiu.

E se você não se sensibilizou com esse dedinho que eu contei de sua história vai entender o que eu estou dizendo lendo esse livro que, para mim, merece muito mais do que cinco estrelas. Sim, se eu fosse recomendar um livro, um único livro para ser lido diversas e diversas vezes, esse seria o volume indicado. Mas atenção, somente para adultos.

Sei que tem muito jovem que lê Bukowski, acho até legal que o leiam, mas se não aguentarem a maturidade chegar, façam um favor a vocês mesmos, leiam novamente quando forem adultos e repitam esse processo por anos e anos afio!

As poesias nesse livro são todas nas temáticas descritas acima, mas destaco algumas que muito gostei: a aranha (que é uma ironia escatológica, acredito que foi o primeiro poema que eu li dele fuçando num livro, maravilhoso!), Chopin Bukowski (uma alegoria sobre seu trabalho), uma aposta perdida (cara, muito engraçado!), como ser um grande escritor (que ele fala sobre a profissão de um jeito muito enfático, muito bom), entre tantos outros poemas divinos.

Eu gosto tanto desse livro que eu podia falar sobre cada um dos poemas contidos nele. Teria assunto para o resto da vida. Vale lembrar que os poemas do autor são curtos, os mais longos têm umas três páginas, mas a grande maioria cabe numa página só, ou mesmo meia. Um livro feito para preguiçosos literários apaixonados (inventei um termo!).

O quê o livro tem de ruim:


Posso passar horas lendo O Mestre!
É óbvio que eu não tenho nada de ruim para falar desse livro. Só ressalto que muitas vezes eu cheguei a sentir uma agonia profunda e até mesmo dó do autor, mas nada que me fizesse deixar de lê-lo com extrema vontade. Faça o seguinte, vá comprar o seu agora mesmo, eu até emprestaria o meu pra você, mas ele está lotado de anotações minhas, o que dificultaria bastante a sua leitura.

Repito, não pense de novo, leia!







Sobre o mestre:


Henry Charles Bukowski Jr. nasceu no dia 16 de agosto de 1920, na Alemanha. Aos três anos já estava morando nos EUA e lá cresceu e morreu, reconhecido como cidadão norte-americano. Escreveu e publicou dezenas de livros, muitos ainda nem foram traduzidos para o português (do Brasil, é claro). Entre suas abras estão contos, poesias, não-ficção e somente seis romances (o que já é muito para alguém que publicou mais de 45 livros).

Ele se casou, teve uma filha, separou e teve também muitos outros amores. Sofreu com o alcoolismo a vida inteira e faleceu aos 73 anos, vítima de pneumonia durante um tratamento de leucemia. Foi influenciado por escritores como John Fante, Ernest Hemingway, Henry Miller entre outros. E, claro, influenciou muita gente, a ponto de ser considerado por Sartre como "O melhor poeta da América." (também odeio quando eles acham que são os únicos da "América").

Eu li uma biografia do velho Buk (há bastante tempo) que me fez refletir muito sobre a vida desse homem. E, confesso, depois que eu li essa biografia minha maneira divertida de pensar sobre ele mudou para uma admiração e respeito profundo. Não conheço alguém que não tenha gostado dele, espero que não exista alguém assim e, se existir, espero que não seja você!




O autor: Charles Bukowski, O Mito!